WhatsApp

“WhatsApp”

Introdução

O WhatsApp é uma aplicação de troca de mensagens e comunicação em áudio e vídeo pela internet, disponível para smartphones Android, iOS, Windows Phone, Nokia e computadores Mac e Windows. Este aplicativo tem mais de 1,5 bilião de utilizadores activos mensais espalhados por mais de 180 países.

O nome do aplicativo é uma brincadeira com a expressão “What’s Up?”, em inglês, que pode ser traduzida como “E aí?” ou “Como vai?”. O serviço foi criado em 2009 por Brian Acton e Jan Koum, dois ex-funcionários do Yahoo.

Hoje o WhatsApp é um dos aplicativos de mensagem mais usados no mundo, e um dos mais populares entre utilizadores de smartphone.

O WhatsApp começou como uma alternativa ao sistema de SMS, e agora oferece suporte ao envio e recebimento de uma variedade de arquivos de média.

O WhatsApp é um aplicativo gratuito, embora, nos primeiros anos, usuários recebessem o alerta de que deveriam pagar US$ 1 por ano – cobrança que raramente foi efetivada. Hoje o app também tem uma versão empresarial, chamada “WhatsApp Business”, e ganha dinheiro vendendo APIs para empresas. 

O início

Jan Koum nasceu e cresceu num vilarejo próximo a Kiev, na Ucrânia. Filho único de uma família pobre, se mudou para o Silicone Valley, nos Estados Unidos, aos 16 anos, junto com sua mãe, fugindo da crise política e da violência anti-semita em seu país natal.

O jovem ucraniano aprendeu inglês e o básico da ciência da computação por conta própria. Em 1997 foi trabalhar no Yahoo, na época um gigante da internet. Foi lá que conheceu Brian Acton, e logo se tornaram grandes amigos. Os dois permaneceram juntos na empresa por quase 10 anos.

Após saírem do Yahoo em 2007, a dupla até tentou trabalhar no Facebook, mas foram rejeitados. Em 2009, Koum comprou seu primeiro iPhone e teve certeza de que a recém-lançada App Store provocaria uma revolução na economia mundial e em Silicone Valley. Estava certo.

Foi aí que Koum teve a ideia de criar seu próprio aplicativo. Em entrevista à revista Forbes, o amigo russo Alex Fishman contou que a ideia original era a de um aplicativo que se conectava à lista de contactos do smartphone do utilizador e exibia um pequeno lembrete ao lado de cada nome.

O objectivo era que o utilizador pudesse escrever coisas simples como “Estou ocupado” ou “Estou numa ligação” para que seus contactos pudessem ver. Em fevereiro de 2009, a empresa “WhatsApp Inc.” foi oficialmente fundada nos EUA e, no mesmo ano, a primeira versão do aplicativo apareceu na App Store.

No começo, Brian Acton não tinha ligação direta com a empresa, mas apenas ajudava o amigo ucraniano sempre que este precisasse. A primeira versão do WhatsApp era instável, vivia travando, mas após algumas correções e o lançamento da função de notificações no iOS, a história do app começou a mudar.

WhatsApp 2.0

Em junho de 2009, o WhatsApp ganhou a função de emitir notificações. A partir dali, toda vez que um contacto na agenda mudasse o seu status, seus amigos com o aplicativo receberiam um alerta. Com o tempo, as pessoas começaram a usar esse recurso para conversar com os amigos.

Em vez de “Estou ocupado”, eles começaram a escrever coisas como “Quem quer ir ao cinema hoje?” em seus status. “Em algum momento, ele se tornou um mensageiro instantâneo”, disse Fishman à Forbes. Koum percebeu o potencial e começou a transformar o WhatsApp em um aplicativo de mensagens.

Os principais concorrentes na época eram o BBM, que só funcionava em aparelhos da BlackBerry; o G-Talk, do Google, e o Skype. O diferencial do WhatsApp, porém, era que qualquer pessoa poderia aceder à plataforma apenas com o seu número de telefone, mais nada.

Em agosto de 2009, o “WhatsApp 2.0” chegou à App Store já com a função de troca de mensagens. De uma meia dúzia, o número de usuários subiu para 250 mil “de repente”, segundo os criadores. Acton passou a trabalhar de forma mais ativa na empresa a partir de outubro, procurando investimentos para fazer a startup descolar, e ganhou o status de co-fundador.

Quando Koum e Acton abordaram Chris Peiffer, um amigo empreendedor de Los Angeles, para construir a versão para BlackBerry do aplicativo (o Android ainda não era tão popular), o novo membro da equipe se lembra de ter pensado: “para que as pessoas vão querer este aplicativo se elas têm o SMS?”.

Foi aí que Peiffer e a restante da equipa de desenvolvimento entendeu o potencial de crescimento internacional, visto que em muitos países o envio de SMS era cobrado. “É ridículo”, Koum explicou na época. “É uma tecnologia morta como uma máquina de fax remanescente dos anos 70, sentada lá como uma vaca de dinheiro para as operadoras.”

Em Fevereiro de 2014 o Facebook comprou o WhatsApp por US$ 19 bilhões. O novo patrão permitiu que Acton, Koum e sua equipa pudessem implementar alguns dos recursos mais importantes do aplicativo, como as chamadas de áudio e vídeo.

Nessa mesma época, a revista Fortune revelou que o WhatsApp quase teve outro dono. Antes do Facebook, o Google foi quem fez uma oferta de compra pela startup no valor de US$ 10 bilhões. O negócio não foi fechado porque, além de oferecer menos dinheiro, a empresa não quis dar ao WhatsApp uma vaga em seu conselho de administração.

Em agosto de 2014, o WhatsApp já era o aplicativo de mensagens mais popular do mundo com 600 milhões de utilizadores ativos mensalmente. Em janeiro de 2015, esse número chegou a 700 milhões, com mais de 30 biliões de mensagens sendo enviadas todos os dias. Um ano depois, o número de utilizadores chegou a 1 bilião.

Em 2016, a equipa do WhatsApp contava com pouco mais de 100 funcionários. Desses, 57 eram engenheiros de software que trabalhavam dia após dia para desenvolver novidades e cuidar da experiência de mais de 1 bilião de usuários em todo o mundo. É como se cada engenheiro fosse responsável por quase 57 milhões de pessoas.

Np mesmo ano, Jan Koum declarou que o aplicativo não exibiria propaganda – um princípio que o fundador da startup mantinha desde a primeira versão.

Anos mais tarde, este seria o motivo da separação entre os fundadores do WhatsApp e o novo dono do aplicativo, o Facebook. Brian Acton e Jan Koum eram contra o uso de anúncios como forma de rentabilizar o aplicativo. Mas Mark Zuckerberg, CEO e fundador do Facebook, discordava.

Este tema – como tornar o WhatsApp lucrativo – foi, fundamentalmente, o que colocou Acton em rota de colisão com o  Facebook.

Em 2017, surgiu o WhatsApp Business, uma versão gratuita do aplicativo voltada para pequenos negócios, e o WhatsApp Enterprise, para grandes empresas que poderiam também pagar por APIs especiais para lidar com grandes bases de clientes.

Em 2017, Brian Acton deixou a empresa.

“Signal”

Marlinspike de seu nome verdadeiro Matthew Rosenfeld, e nome de código “Moxie” após deixar o cargo de engenheiro de segurança do Twitter, fundou em 2013 a Open Whisper Systems, empresa que desenvolveu o protocolo de criptografia do WhatsApp. Este protocolo, mais tarde seria transformado num aplicativo independente o “Signal”. 

Além de criptografar mensagens de ponta a ponta, assim como o WhatsApp já faz, o Signal diz-se mais "privado" do que o rival por não recolher dados pessoais de quem usa o aplicativo, como endereço, tipo de telefone e lista de contactos. As únicas informações que passam pelos seus servidores são o número do telefone e a data da última vez que a pessoa ficou online.

A obsessão de Moxie com privacidade acaba por deixar o Signal vulnerável em outros pontos. Por não ter acesso às mensagens trocadas dentro da aplicação, a empresa não pode controlar o conteúdo e impedir que o aplicativo seja usado para espalhar notícias falsas ou para proteger conversas de criminosos.

Sobre esta questão Moxie realça as funções do aplicativo, como a que impede o compartilhamento de uma mensagem para mais de cinco pessoas, referindo que "O Signal” não é uma empresa de média como o Facebook, nós não amplificamos o alcance das mensagens usando algoritmos.

Actualmente este aplicativo é administrado por uma pequena equipa com cerca de 30 pessoas, financiada pela Fundação Signal, uma organização sem fins lucrativos fundada por Marlinspike e Brian Acton, um dos criadores do WhatsApp que deixou a empresa em 2017. A fundação é sustentada por doações, num modelo semelhante aos da Wikipédia.

Entre os doadores estão entusiastas da privacidade digital, como Edward Snowden, amigo próximo de Marlinspike e ex-analista da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos, que hoje vive refugiado na Rússia por denunciar o gigantesco esquema de vigilância em massa do governo norte-americano. Até o bilionário Elon Musk já promoveu o Signal nas redes sociais.

Fonte: Internet

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