Um pouco da sua História
No concelho do Seixal existiu uma empresa de produção de artigos em plástico a “Unisotra – Sociedade Fabril de Matérias Plásticas, SARL”.

Inicia actividade no ano de 1945, na Quinta da D. Maria, no Seixal, os seus fundadores compreenderam a enorme potencialidade do plástico, produziam numa primeira fase, produtos, como expositores para montras, bengalas para chapéus, faróis para automóveis e bóias para pesca, numa segunda fase acrescentam a produção de brinquedos e de artigos de utilidade doméstica, numa terceira fase, a partir de 1954, introduziram o fabrico de tubos de plástico com aplicação na construção civil, saneamento básico e abastecimento de água.

A qualidade dos tubos plásticos, foi comprovada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Face ao elevado aumento da procura dos seus produtos, especialmente por tubos de plástico, nos finais da década de 50, a Unisotra sente a necessidade de aumentar a sua capacidade produtiva, construindo uma nova fábrica em Vale de Gatos, junto da povoação de Cruz de Pau. Esta unidade foi equipada com a tecnologia mais recente de origem Alemã.
Nesta altura, era a maior e melhor equipada fábrica de plásticos do país.
Com esta nova unidade produtiva a Unisotra, obteve um acréscimo de cerca de 58% no valor das vendas no biénio 1956/58, os seus produtos eram absorvidos pelo mercado nacional e colonial, e exportado para países europeus e para o Canadá.
No início dos anos 60 empregava cerca de 150 trabalhadores, com uma elevada percentagem de mulheres.
Devido à grande procura pelo mercado nacional, colonial e pelas exportações de tubos para construção civil, passou essencialmente a produzir estes artigos, laborando 24 horas por dia.
Como curiosidade, as condutas de água potável entre Faro e a lha da Culatra, bem como as tubagens utilizadas no Metro de Lisboa, foram produzidas pela Unisotra.
Nos anos 90 a Unisotra entra em declínio, reduzindo de forma significativa os seus empregados, no ano de 1998, apenas tinha ao seu serviço 6.
No início do século XXI, encerra definitivamente a sua actividade.

As sua instalações estiveram alguns anos ao abandono, posteriormente foram utilizadas pelos Bombeiros Voluntários de Amora.
Com a construção do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários de Amora, as antigas instalações da Unisotra, ficaram desocupadas, encontrando-se devolutas.

Fonte: Cidade Transformações Sociais e Territorialização da Industria e Internet

