A instalação da Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços – Circuito da Pólvora Negra remonta ao final do século XIX e início do século XX. Em 1897, um acidente numa unidade de produção de pólvora negra antecedente, no mesmo local, deu origem a nova planta industrial, de 1898, com as características tecnológicas que a tornavam mais eficiente e segura, incluindo maquinaria da marca alemã Krupp Grusonwerk.
O sistema de produção de energia mecânica a vapor, constituído por uma caldeira geradora de vapor, de 1911, da marca João Peres e uma máquina a vapor, de 1900, da marca Joseph Farcot, é conservado e interpretado em condição operacional mediante o trabalho de um operador com a dupla função de fogueiro e de maquinista.

A energia mecânica produzida a vapor era transmitida por um sistema de cabos aéreos às oficinas de trituração, de encasque, de misturação, de peneiração, de granulação e de lustração, ao longo de cerca de 500 metros de distância. Os edifícios das caldeiras e da máquina a vapor destacam-se dos demais imóveis fabris de armazenamento, de processamento de matérias-primas e de serviços de apoio.
A Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços é um sítio patrimonial pós-industrial, localizado em Corroios, e faz parte do Ecomuseu Municipal do Seixal desde 2001. Foi classificada em 2012 como monumento de interesse público.

